Chuva de água

Tem alguma coisa realmente interessante sobre água, principalmente chuva. Eu diria que é mágica. Algo assim como diriam as pessoas do reggae que “lava a alma”.

Quando você chega em casa cansado, depois de um longo dia, ou uma longa noite e toma um bom banho, parece que tudo aquilo que você viveu, se dissolve um pouco, você fica mais leve. Acontece também quando você está doente. Ou triste.

Quem já tirou um cochilo ouvindo o barulho de uma cachoeira, ou de uma chuva caprichada sabe como é.

Contanto que você não esteja lá embaixo molhando, ou mesmo às vezes quando está, parece que uma chuva bacana pode tirar muitos pesos de dentro si. Me sinto assim.

 

E olha que eu nem gosto muito de água.

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Pires

Ontem eu tava esperando a namorada debaixo de um predio na asa sul. Daí tô jogando um pokemon tranquilo, quando estaciona um carro do meu lado.

Lá de longe, uma mulher debaixo do bloco veio gritando, conversando sei lá, e a mulher, no banco do passageiro do carro, grita de volta “TÔ CANSADA! VÔ DESCER NÃO!”. Depois de muita gritaria, bla bla bla, uma criança enjoada presente, a mulher que estava embaixo do bloco apareceu com um lanche (!) pra dar pra mulher do carro. Tinha uns bolos lá que pareciam de milho e até xícara com pires.

E agora nosso parenteses que é, na verdade, o objetivo do post:

PIRES! Que?!

 

 

Sério! Nessa história o pires ainda é útil, porque podia segurar ele pra xícara não cair, mas também podia segurar a asa da xícara do mesmo jeito. Vamos combinar. Pires não serve pra nada. Absolutamente nada.

Minto. Estou sendo injusto. O pires serve pra te fazer lavar mais louça.

E não vem me dizer que se você colocar café demais ele derrama no pires e solucionou o mistério, porque senão teria que usar pires pra copos, taças, squeezies, garrafas e qualquer recipiente passível de receber algum líquido como conteúdo.

Pires são como balões. São artigos de decoração que na verdade só dão trabalho.

Da próxima vez que for fazer um lanche e der de cara com um pires, reflita. Repare como ele foi completamente inútil e considere pegar todos os pires da sua casa e fazer um mosaico, uma sessão de terapia de quebra de louça ou uma doação para um museu. Aí você vem e comenta o resultado. ;D

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A saga continua

E aí você se vê querendo escrever sem ter assim um assunto certo. Pelo menos dessa vez não vou lançar nenhuma ilusão de que o blog vai voltar a funcionar… haha

Parece um pouco com Velozes e Furiosos 6 ou Shrek 4 ou reprise de novela. Ou quando um grande jogador aposenta e do nada resolve voltar a jogar. Só pra feder. Todo mundo reconhece que o começo foi bom (ou não), mas que devia parar com continuações. Só as pessoas envolvidas que não conseguem enxergar isso.

Bom, eu enxergo isso. E não tô nem aí. São onze e alguma coisa, to com vontade de escrever e isso tudo é conveniente pro tempo passar até dar a hora de sair pro almoço.

E já que o título do post é esse, vou falar mais sobre continuações. Dizem que não se mexe em time que está ganhando. Ok. Mas e os times que perdem, porque que alguns insistem em não mexer? Não vou realmente falar de esporte. Falo das nossas vidas. Se sempre você se comporta da mesma maneira e sempre leva uns foras, já passou pela cabeça que isso talvez mudasse se mudasse também o seu comportamento? Ou se por exemplo, todos os meses você tem problemas com seu dinheiro que parece não ser o suficiente para pagar suas coisas, mas você continua a comer em restaurantes caros quase todos os dias. Talvez não consiga ser claro o suficiente, talvez isso seja uma besteira, como os outros 32,59% da minha mente. Pensei em outros exemplos, mas já tá dando a hora de ir almoçar.

Mas a mensagem é algo assim: Se conseguirmos refletir, com certeza podemos identificar, linhas de pensamento e atitudes que podem ser os causadores de coisas que sempre continuam aparecendo em nossas vidas. E se estivermos dispostos a encarar uma penosa mudança em nós mesmos, isso refletirá proporcionalmente de uma maneira mais ampla em toda nossa vida.

Ou então você pode ignorar tudo isso, porque eu não sou nenhum tipo de médico, terapeuta, mestre espiritual nem nada e continuo a vir aqui e escrever um monte de auto-ajuda. kkk

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Primeiro de Abril

Já é dia 02 e eu vou colocar esse post na categoria Feriados. Então dá pra ver que eu to fazendo legal né?

 

Ontem foi primeiro de abril. E primeiro de abril na internet é uma meleca. Até os sites grandes, que deviam ser sérios vem com gracinhas. Não me levem a mal, não tenho nada contra gracinhas, na verdade eu até me esforço pra ser um rapaz bem serelepe pimpão, engraçado, capaz de divertir as pessoas. Não, não fui enganado por nenhuma notícia esse ano. Sim, eu também caí no espírito e falei pros meus irmãos que tava rolando umas passagens pro hawaii 500 reais ida e volta e que eu tinha comprado pra eles também pra gente ir junto.

 

E aí eu escrevi quase um parágrafo aqui sobre como enganar os outros não tem nada de louvável e nós temos um dia por ano que influencia as pessoas a fazerem isso. Só que percebi quão ranzinza eu sou e como na verdade não tem nada demais. As pessoas se panz precisam mesmo de um pouco de humor.

 

E aí cabe só refletir um pouco sobre bom senso né?

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Comprar pela internet

Comprar pela internet é uma beleza. Tem menos impostos envolvidos de um modo geral, você consegue comprar as coisas mais baratas normalmente, consegue pesquisar em várias lojas rapidamente, ler reviews de quem já comprou, se vale a pena, se não. Show. Só que daí você fica com aquele código de rastreamento do correios que nem um bobo, esperando chegar.

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Imagine

Imagine por exemplo que você, que assiste TV, chegue em casa hoje e veja num jornal qualquer uma notícia de astrônomos que acharam uma estrela piradona, muito legal. Imagine então, que semana que vem, na verdade, descubram que são vários meteoros numa rota de colisão direta com o planeta Terra. Todos se preocupam, fazem provisões, abrigos, rezam para quem quer que seja, acreditam que o mundo vai acabar dessa vez de uma vez por todas. O governo estuda a situação, prepara armas, métodos para evitar a tragédia e quando chega a hora aplica como pode, mas mesmo assim, vários pedaços consideráveis atingem o planeta, matando mais da metade da população em vários lugares. Países inteiros são destruídos e muitas e muitas cidades mais.

Imagine agora que a sua cidade foi destruída. Sua casa, os monumentos, os prédios mais altos, as vias por onde você passa para ir ao trabalho, aquela sorveteria onde você deu o primeiro beijo, carros explodidos com enorme pedregulhos por todos os lados, nada de eletricidade. E de alguma maneira você sobreviveu. Sobreviveu ao incidente, sobreviveu ao choque de perceber que a maioria das pessoas que você conhece estão mortas, sobreviveu alguns dias ainda sem saber para onde ir, o que comer, o que fazer. Até que as pessoas começam a se juntar e sobreviver. Nada de aviões da ONU com provisões, o mundo inteiro tem os próprios problemas, poucos lugares saíram ilesos e estes não tem capacidade nenhuma de ajudar. De repente, você não é mais um gerente da sua empresa, não é mais um concurseiro, não é mais um deputado, não é mais a menina mais bonita da escola eleita pelos meninos, nem nada. Todo o dinheiro que você, ou o governo investiu na sua educação já era. Já não importa se você é doutor em transações financeiras seguras e suas implicações no mundo moderno, se você é o melhor desenvolvedor de software do mercado e ganha mal mesmo assim, se você matou todas as aulas e está sendo jubilado. Poucos conhecimentos importam agora. Todo o dinheiro que você investiu em imóveis, posses, qualidade de vida, poupança, já era. Todo o dinheiro que o governo investiu e roubou, já era.

A comida vai acabando. As pessoas estão cada vez mais violentas e conseguem as coisas à força. Pequenos grupos saem da cidade e vão em direção a qualquer lugar. Às vezes é possível, às vezes não. Muitos mais morrem. Em vários anos as pessoas começam a se reerguer como uma sociedade. Muitos e muitos anos depois, quando a vida se torna pacata o suficiente de novo, pessoas dividem nossa era antes e depois da tragédia e estudam o comportamento daqueles que viveram a experiência.

Quem somos nós? Quantas das coisas que nos caracterizam realmente nos compõem em qualquer situação? Imagina que loucura!

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Sono

O sono é quando nossa consciência abaixa e descansamos nosso corpo físico. O sono alimenta. O sono é uma coisa constante pra uns e inconstante pra outros. Estar com sono não significa conseguir dormir. Dormir sem sono é muito difícil. Quando estão com sono as pessoas apresentam algumas ou todas as características a seguir; desânimo, preguiça, quietude, baixa tolerância a coisas indesejadas. As pessoas às vezes dormem pra fugir da vida. Às vezes dormem porque não tem nada melhor pra fazer. Tem gente que dorme até meio dia, ou depois ainda! Outros acordam cedo todos os dias. Dormir é bom numa cama gostosa, com travesseiro, cobertinha, friozinho, chuva, escuro, silêncio. Mas na prática você tem que dormir no calor tropical, suando, com a claridade do horário de inverno atravessando suas cortinas fracas. Ou então sentado no ônibus, sentindo a testa bater no ritmo das vias esburacadas. Colchonete, saco de dormir, sofá da sala, tapete felpudo, quando você é jovem e está disposto, não tem lugar que não sirva. Dormir sozinho, dormir junto, tudo é tão bom e em alguns aspectos tão ruim. Tem casos de pessoas que morrem dormindo. Elas são velhas e daí nem acordam. Ou então dormem dirigindo. Depois do almoço, nos países mais humanos tem a siesta. Por aqui você, fica olhando praquela tela luminosa, cada vez mais embaçada, torcendo pra que acabasse a luz ou coisa parecida para que pudesse abaixar sua cabeça nessa mesa bagunçada à sua frente e render-se aos instintos. Pessoas dormindo às vezes são muito bonitas, tem vezes que não, principalmente quando elas dormem arreganhadas e roncam. Ahhh. O ronco. Por que? Acho que as piores noites que me lembro na vida envolveram roncos.

Quando dormimos pouco, acumulamos o sono e ficamos aquelas criaturas ranzinzas, com olhos fundos, sem vontade de cantar belas canções. Quando dormimos muito, ou melhor, quanto mais dormimos, mais sono sentimos. Dormir cura muitas coisas, principalmente psicológicas. Dormir dá fome. Comer dá sono. Quando as pessoas não tem força de vontade, colocam o despertador muito antes da hora de acordar e ficam se mutilando no modo soneca, acordando a si mesmos e às possíveis outras pessoas presentes diversas vezes em vez de apenas uma. Ahhh. Por que? Isso não faz sentido.

Estou com sono. Desconfio até que meu desconforto cervical esteja relacionado com isso. Não fossem as normas da sociedade e a minha insistência assim em tentar ser correto, com certeza esse texto não existiria e eu estaria bem inconsciente agora mesmo.

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A ligação íntima entre a aparência e a autoestima

Na verdade mesmo eu gostaria de repetir um post, mas isso é sem graça. E a história é bem diferente, dessa vez, deixei minha mãe cortar e tava indo tudo bem até ficar uma pequena falha, que resolvemos inventar pra consertar e se tornou numa falha média, que depois se tornou uma enorme falha.

Enfim, é impressionante como quando sua aparência não está exatamente como você gostaria, você fica abalado. Vai dormir meio xoxo, com uma sensação de que alguma coisa está errada. Você se preocupa que talvez as pessoas que você gosta talvez não gostem mais de você.

E eu gostaria de escrever um texto enorme, mas nem sei mais o que dizer. Talvez pudesse falar sobre o culto à aparência e como somos manipulados pela mídia a ter determinado padrão de beleza e que isso é o motivo da queda no ânimo. Acontece que esse assunto é extenso e a birra que eu tenho de televisão, revista e outros meios é maior ainda.

Poderia falar também que aparência é uma coisa nem tão importante e que nosso caráter, nossas ações, nosso conteúdo no geral é o que realmente importa. Só que isso é bem complicado. Nós acabamos nos permitindo conhecer as pessoas de verdade depois que nos interessamos pela sua aparência, na maior parte das vezes. E aí, frases como: “uma imagem vale mais que mil palavras” ou “a primeira impressão é a que conta” descrevem bem como agimos. “Não estranho pessoas com a cor da pele diferente da minha”, “daria um emprego a uma pessoa tatuada”, “o namorado da minha filha pode ter quatorze piercings na cara” ou “não tem problema você estar gorda” são coisas que dizemos a nós mesmos, queremos acreditar que sim, mas às vezes internamente não são bem verdade. E é uma coisa tão incrustada, tão cristalizada dentro da gente, que dá tristeza. E o pior que nem é nossa culpa. Ninguém nasce com essas ideias. E aí voltaríamos ao parágrafo anterior que eu não quero desenvolver. hahaha

E aí, sem autoestima você fica desinteressante, o que na maioria das vezes significa feio. E vira uma bola de neve. Pra ficar melhor, como eu estou esbanjando clichês de auto-ajuda ultimamente eu vou mandar um “as pessoas gostam de pessoas que gostam de si mesmas”. Quanto menos autosuficiente você for e precisar da aprovação e do carinho das pessoas, menos elas vão querer te dar carinho e aprovação. Olha só como o mecanismo humano mundial é chato. Olha como é difícil viver. Olha como isso em um âmbito só um pouquinho maior é uma besteira. E que se você levar em conta a humanidade toda e colocar qualquer motivo que você acredite pelo qual ela exista, é insignificante. hahahaha

Viajei. O que eu queria falar mesmo é que meu cabelo tá bagunçado. E vai levar uns meses até eu ficar satisfeito de novo eu acho.

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